Desafios do cuidado em rede na percepção de preceptores de um Pet Redes em relação à pessoa com deficiência e bebês de risco: acesso, integralidade e comunicação/Challenges on network care considering the perceptions of preceptors of a Pet-Network regarding people with disabilities and at-risk infants: access, comprehensiveness and communication

Marta Aoki, Marina Picazzio Perez Batista, Maria Helena Morgani Almeida, Daniela Regina Molini-Avejonas, Fátima Correa Oliver

Resumo


Introdução: As Redes de Atenção à Saúde (RAS) configuram-se como possibilidade de articular e coordenar ações e serviços, sendo hoje prioridade na organização do sistema de saúde. Considerando a necessidade de seu aprimoramento, o Programa de Educação pelo Trabalho (PET) na saúde é desenvolvido como uma estratégia para tal. Nesse contexto é preciso compreender os desafios e potências para a efetivação da RAS na produção do cuidado em rede. Objetivo: Identificar e analisar as percepções de profissionais preceptores de um PET Redes (Rede Cegonha/Bebês de risco e Rede Cuidado da Pessoa com Deficiência) sobre como se conforma a atenção em rede e sobre possíveis desafios das ações profissionais nessa configuração. Método: Estudo qualitativo, realizado por meio de dois grupos focais com profissionais preceptores de um PET Redes. Resultados: Em ambas as Redes o acesso, o atendimento integral e a comunicação apareceram como categorias da configuração do trabalho em rede. Alguns dos desafios mencionados envolvem: barreiras geográficas e arquitetônicas, falta de apoio social e transporte para deslocamento aos serviços, falhas de fluxos e descontinuidades nos processos comunicativos. Para lidar com esses desafios, foram mencionadas como estratégias: uso de prontuário eletrônico e constituição e participação em fóruns específicos de discussão e articulação de ações, entre outros. Destaca-se que as categorias estão articuladas e que os participantes apontaram mais desafios do que estratégias para superá-los. Conclusão: Os desafios para efetivação das RAS colocam-se em diferentes níveis e a construção de estratégias necessita ser pactuada entre os atores sociais envolvidos.


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DOI: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1052

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