Filosofias do norte e neocolonialismo profissional na terapia ocupacional: uma visão histórica e crítica

Autores

Resumo

Neste artigo, os autores apresentam uma visão histórica das filosofias recentes que influenciaram a profissão da terapia ocupacional nos Estados Unidos da América (variantes da Filosofia Analítica e Continental, como o neopragmatismo). Quatro categorias filosóficas são exploradas: epistemologia, axiologia, ontologia e práxis. A vertente dominante da filosofia analítica é caracterizada pela visão reducionista do conhecimento e da realidade, com pouca atenção voltada para a ética e ação prática. Competindo com ela, mas com menor reconhecimento, correntes inspiradas na filosofia continental oferecem uma abordagem crítica e mais fenomenológica que valoriza a subjetividade humana, as narrativas e a agência social. Os autores argumentam que o domínio da filosofia analítica criou as bases intelectuais para o neoliberalismo prosperar e permear a profissão da terapia ocupacional em seus currículos, modelos de prática, sistemas de reembolso e agenda de pesquisa. À medida que esta versão do Norte (Estados Unidos) da terapia ocupacional se expande globalmente, existe o perigo de ocorrer o neocolonialismo profissional, que pode influenciar negativamente ou contradizer formas mais locais de saber e de fazer. O artigo conclui oferecendo estratégias para desmascarar, desembaraçar e desmantelar a terapia ocupacional de suas raízes do Norte em direção a uma ampla aceitação das epistemologias do Sul, da ética e da ação coletiva.

Biografia do Autor

Steven D. Taff, Program in Occupational Therapy, Washington University in St. Louis School of Medicine

Associate Professor of Occupational Therapy and Medicine; Director, Teaching Scholars Program

Lauren Putnam, Washington University in St. Louis School of Medicine

Program In Occupational Therapy, Doctoral Student

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Publicado

2022-01-18

Como Citar

Taff, S. D., & Putnam, L. (2022). Filosofias do norte e neocolonialismo profissional na terapia ocupacional: uma visão histórica e crítica. Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 30, e2986. Recuperado de https://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/2986

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Artigo Original