Estresse ocupacional e sintomas osteomusculares em Agentes Comunitários de Saúde

Autores

Resumo

Introdução: Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) trabalham em condições de riscos ocupacionais e sobrecarga que podem causar adoecimento. Objetivos: Avaliar a presença de estresse ocupacional e sintomas osteomusculares em Agentes Comunitários de Saúde e comparar os níveis de estresse ocupacional, segundo as características sociodemográficas. Método: Estudo transversal, realizado em 2017, em um município do interior paulista. Foram utilizadas a Escala de Estresse no Trabalho e o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. Resultados: Participaram 44 ACS, sendo 70,5% do sexo feminino, 47,7% com 40 anos ou mais, 79,5% não exerciam outra atividade remunerada e 50,0% tinham de três a 10 anos de atuação profissional. Vinte e um (47,7%) profissionais apresentaram níveis importantes de estresse ocupacional (>2,5). Os principais fatores estressores foram: deficiência na divulgação de informações sobre decisões organizacionais
(3,3;±1,1); deficiência nos treinamentos (3,4;±1,6); pouca valorização (3,2;±1,4); poucas perspectivas de crescimento na carreira (3,2;±1,6); discriminação/favoritismo no ambiente de trabalho (3,1;±1,5); falta de compreensão sobre as responsabilidades no trabalho (3,0;±1,5); tipo de controle (2,9;±1,1); forma como as tarefas são distribuídas (2,8;±1,4); realizar tarefas que estão além da capacidade (2,8;±1,2); falta de autonomia na execução do trabalho (2,7;±1,3); receber ordens contraditórias do superior (2,7;±1,4); tempo insuficiente para realizar o trabalho (2,7;±1,3). No último ano, 65,9% dos ACS referiram dor osteomuscular nas regiões lombar, 61,4% no pescoço, 47,7% nos ombros e 43,2% nos joelhos. Conclusão: O estresse ocupacional e os sintomas osteomusculares são problemas presentes na prática laboral dos ACS, evidenciando que as organizações precisam incrementar recursos laborais para prevenir riscos psicossociais e amplificar a qualidade do trabalho destes profissionais.

Biografia do Autor

Eduardo Henrique Tadashi Suyama, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto

Fisioterapeuta, Mestre em Psicologia e Saúde

Luciano Garcia Lourenção, Universidade Federal do Rio Grande - FURG.

Escola de Enfermagem, Epidemiologia e Saúde Coletiva.

Dezolina Franciele Cardin Cordioli, Centro Universitário de Adamantina

Enfermeira, Mestre em Enfermagem. Docente do Centro Universitário de Adamantina.

João Roberto Cordioli Junior, Faculdade Facat

Fisioterapeuta, Mestre em Enfermagem, Docente da Faculdade Facat.

Maria Cristina de Oliveira Santos Miyazaki, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto

Psicóloga, Docente do Programa de Pós-graduação em Psicologia e Saúde da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Publicado

2022-01-18

Como Citar

Suyama, E. H. T., Lourenção, L. G., Cordioli, D. F. C., Cordioli Junior, J. R., & Miyazaki, M. C. de O. S. (2022). Estresse ocupacional e sintomas osteomusculares em Agentes Comunitários de Saúde. Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 30, e2992. Recuperado de https://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/2992

Edição

Seção

Artigo Original