A saúde mental infantojuvenil na atenção básica à saúde: da concepção às perspectivas para o cuidado

Autores

Resumo

Introdução: A literatura aponta para um movimento recente de se avançar na compreensão de outras dimensões que perpassam pelo cuidado à saúde mental infantojuvenil, como, por exemplo, a falta de experiência, afinidade com o campo e formação profissional e a concepção da saúde mental tida pelos profissionais da saúde. Objetivo: Identificar as concepções de gestores e/ou membros da equipe da Atenção Básica à Saúde sobre saúde mental infantojuvenil, assim como as suas afinidades, experiências e formação nesse campo. Método: Pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem quantiqualitativa. Participaram 53 gestores e/ou membros da equipe de Unidades de Saúde de sete municípios do Estado de São Paulo. Para a coleta de dados, foram utilizados um Formulário de Identificação e Caracterização dos Participantes e um Questionário Geral. Para a análise, utilizouse de estatística descritiva para as informações quantitativas e os dados qualitativos foram analisados pela técnica de análise categorial. Resultados: Observou-se uma concepção ampliada sobre a saúde mental infantojuvenil, de forma que, para além dos aspectos característicos do modelo médico-psiquiátrico, os participantes reconheceram os determinantes sociais e as variáveis contextuais nas concepções apresentadas. Levanta-se a hipótese de que a formação profissional, afinidade com o campo e experiências anteriores podem influenciar na concepção de saúde mental infantojuvenil adotada e no cuidado desenvolvido nos equipamentos de saúde. Conclusão: Considera-se fundamental compreender melhor a saúde mental infantojuvenil no âmbito dos serviços visando refletir sobre as estratégias que favoreçam a aproximação dos profissionais da saúde com esse campo, contribuindo e qualificando o cuidado.

Publicado

2022-04-29

Como Citar

Fernandes, A. D. S. A., Taño, B. L., Cid, M. F. B., & Matsukura, T. S. (2022). A saúde mental infantojuvenil na atenção básica à saúde: da concepção às perspectivas para o cuidado. Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 30, e3102. Recuperado de https://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/3102

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