A rua não é lugar para viver: diálogos sobre barreiras e possibilidades
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto430042673Palavras-chave:
Pessoas em Situação de Rua, Diversidade, Equidade, Inclusão, Direito ao Trabalho, Direitos HumanosResumo
Introdução: O aumento contínuo do número de pessoas em situação de rua na Cidade Autônoma de Buenos Aires, Argentina, está estreitamente relacionado à ausência ou insuficiência de políticas públicas que respondam de forma integral às necessidades da população. Objetivo: O presente artigo busca visibilizar as vozes de quem vivencia ou vivenciou essa situação, com o objetivo de identificar as barreiras que enfrentam diariamente e descrever os apoios necessários para uma maior participação. Método: A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e descritiva, baseada em entrevistas semiestruturadas realizadas com 15 pessoas maiores de 18 anos que estão ou estiveram em situação de rua nos últimos dois anos. Resultados: As pessoas em situação de rua enfrentam numerosas barreiras em seu cotidiano, tais como a informalidade laboral, os baixos rendimentos, a estigmatização e a falta de políticas públicas que respondam às suas necessidades. Os apoios que poderiam melhorar sua condição de vida são aqueles que favoreçam o acesso a trabalhos decentes, espaços de acolhimento e redes afetivas. Conclusões: São numerosas as barreiras enfrentadas pelas pessoas em situação de rua; no entanto, elas conseguiram identificar uma série de apoios que lhes permitiriam melhorar sua situação. Observa-se a necessidade de uma abordagem integral, com articulação intersetorial e perspectiva interseccional. Esperamos que o presente estudo seja considerado no futuro desenho de políticas públicas dirigidas a essa população.
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