Abordagem coordenativa em circuito e desempenho cognitivo-motor de crianças com Transtorno do Espectro Autista nível 1: estudo piloto observacional
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto411740411Palavras-chave:
Transtorno do Espectro do Autismo, Cognição, Desempenho Psicomotor, Equilíbrio PosturalResumo
Introdução: Intervenções inovadoras são importantes para apoiar melhorias funcionais em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Objetivo: Investigar os efeitos de 12 semanas de uma Abordagem Coordenativa em Circuito (ACC) no desempenho cognitivo-motor de crianças com TEA nível 1. Método: Participaram do estudo sete crianças do sexo masculino, com idades de 7 a 12 anos. A ACC foi realizada duas vezes por semana, com sessões de 70 minutos. Para as avaliações diagnóstica, atencional e comportamental foram aplicadas, respectivamente, a Escala de Avaliação do Tratamento do Autismo (ATEC), a Escala de Avaliação Swanson, Nolan e Pelham – versão IV (SNAP-IV) e a Escala de Avaliação do Autismo Infantil (CARS). O controle postural foi mensurado por meio de uma plataforma de força, sob condições de olhos abertos (OA) e olhos fechados (OF). Um Circuito Motor Modelo (CMM) foi utilizado para avaliar a coordenação motora. Testes t pareados e equações de estimativa generalizadas foram utilizadas para análise estatística (p < 0,05). Resultados: As crianças foram confirmadas dentro do espectro nível 1. Após a intervenção, houve melhora nos escores cognitivo-comportamentais (ATEC) (p = 0,022) e nos escores de desatenção (SNAP-IV) (p = 0,036), enquanto a hiperatividade não apresentou alteração significativa (p = 0,078). Em relação ao equilíbrio, houve redução na área de oscilação do centro de pressão com OF (p = 0,026) e na velocidade média com OA e OF (p < 0,001). Observou-se redução dos erros e do tempo de conclusão (de 3:14 min para 1:18 min) no CMM. Conclusão: A intervenção ACC melhorou significativamente o desempenho cognitivo e atencional, a estabilidade postural e a coordenação motora em crianças com TEA nível 1, podendo ser uma estratégia não farmacológica viável e de baixo custo para promover o desenvolvimento funcional nessa população.
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