Condições de trabalho e estresse entre professores universitários no contexto pós-COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto411840432Palavras-chave:
Estresse Ocupacional, Condições de Trabalho, Docentes do Ensino Superior, Afecções Pós-COVID, Saúde OcupacionalResumo
Introdução: A pandemia de COVID-19 exacerbou os fatores de estresse já existentes na academia, particularmente entre os docentes universitários. Na Colômbia, os docentes frequentemente enfrentam demandas adicionais — turmas numerosas, atuação em múltiplas instituições e obrigações simultâneas de ensino, pesquisa e extensão — que perturbam o equilíbrio ocupacional, podendo elevar os níveis de estresse. Objetivo: Investigar a relação entre as condições de trabalho e o estresse entre docentes universitários colombianos no contexto pós-pandêmico. Métodos: Estudo transversal com 221 docentes universitários recrutados por amostragem por conveniência em múltiplas instituições de três regiões da Colômbia e em duas modalidades de ensino. Os participantes foram convidados a responderem questionários para explorar associações entre preditores sociodemográficos e de condições de trabalho e os níveis de estresse. Diagnósticos rigorosos do modelo, incluindo verificações de multicolinearidade e avaliações de ajuste, foram realizados. Resultados: 42,5% dos participantes relataram experimentar níveis muito elevados de estresse. Diferenças significativas de gênero emergiram, com mulheres relatando níveis mais altos de estresse do que homens. Além disso, a insatisfação com a produtividade e a monotonia da jornada foram preditores significativos de estresse. Contrariamente às expectativas, a monotonia percebida foi associada a menores chances de pertencer à categoria de estresse mais alta, sugerindo um possível efeito de retorno à rotina (return-to-routine effect) no contexto ocupacional pós-pandêmico. Conclusões: São necessárias intervenções direcionadas para os fatores de estresse específicos de gênero e para a insatisfação relacionada à produtividade entre os docentes universitários. A descoberta inesperada de que a monotonia se correlaciona com níveis mais baixos de estresse na categoria de maior estresse convida a investigações adicionais e sugere que, em certos contextos, rotinas previsíveis podem proporcionar alívio psicológico. Os achados informam estratégias de prevenção primária para a saúde ocupacional no ensino superior, apoiando esforços institucionais para proteger o bem-estar mental dos docentes e a participação ocupacional significativa.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 The Authors

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.