Participação de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista no domicílio, na escola e na comunidade

Autores

  • Nuria Rebaldería Unidad de Investigación en Promoción de la Salud – INTEGRA-SAÚDE, Departamento de Fisioterapia, Medicina y Ciencias Biomédicas, Facultad de Ciencias de la Salud, Universidade da Coruña, A Coruña, Ferrol, España. https://orcid.org/0009-0001-3805-2768
  • Beatriz Madroñero-Miguel Departamento de Terapia Ocupacional, Facultad de Ciencias de la Salud, Centro Superior de Estudios Universitarios La Salle, Universidad Autónoma de Madrid, Madrid, España. https://orcid.org/0000-0003-4417-9957
  • Rebeca Montes-Montes Departamento de Atención Sociosanitaria, Facultad de Ciencias Sociosanitarias, Universidad de Murcia, Lorca, España. https://orcid.org/0000-0003-3156-2308
  • Laura Delgado-Lobete Unidad de Investigación en Promoción de la Salud – INTEGRA-SAÚDE, Departamento de Fisioterapia, Medicina y Ciencias Biomédicas, Facultad de Ciencias de la Salud, Universidade da Coruña, A Coruña, Ferrol, España. https://orcid.org/0000-0002-6460-1548
  • Beatriz Matesanz-García Departamento de Terapia Ocupacional, Facultad de Ciencias de la Salud, Centro Superior de Estudios Universitarios La Salle, Universidad Autónoma de Madrid, Madrid, España. https://orcid.org/0000-0002-2263-6005

DOI:

https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto438443333

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, Ambientes Sociais, Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade, Terapia Ocupacional, Promoção da Saúde

Resumo

Introdução: A participação é essencial para o desenvolvimento e a saúde, mas as evidências mostram que crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) participam menos das atividades cotidianas do que seus pares com desenvolvimento típico e são mais influenciados por fatores ambientais. Na Espanha, são muito limitadas as evidências especificamente voltadas à participação de crianças e adolescentes com TEA. Objetivos: Descrever a participação no domicílio, na escola e na comunidade, bem como identificar os fatores ambientais que facilitam ou dificultam essa participação entre crianças e adolescentes espanhóis com TEA. Métodos: Estudo transversal baseado no preenchimento de um questionário sociodemográfico, da Escala de Ambiente da Infância e Adolescência (CASE) e da Escala de Participação da Infância e Adolescência (CASP). Foram recrutados cuidadores principais de crianças e adolescentes espanhóis com TEA, residentes na Espanha e com idade entre 8 e 17 anos. Foi realizada uma análise descritiva. Resultados: A amostra incluiu 46 crianças e adolescentes (84,8% do sexo masculino; idade mediana = 10,5 anos). Os escores obtidos foram: CASP total, Mdn = 67,50 (RIQ = 58,44–78,29); subseções: Domicílio, Mdn = 79,17 (RIQ = 66,66–87,50), Escola, Mdn = 75,00 (RIQ = 65,00–85,00), e Vizinhança e comunidade, Mdn = 56,25 (RIQ = 39,58–75,00); CASE total, Mdn = 50,00 (RIQ = 42,00–61,50). Conclusão: De acordo com o relato dos pais, a participação das crianças e dos adolescentes com TEA foi maior no domicílio, seguida da escola e da comunidade. O apoio familiar e escolar favoreceu a participação, enquanto a escassez de serviços e recursos públicos, as atitudes da sociedade e as demandas cognitivas, sensoriais e físicas do ambiente constituíram barreiras.

Publicado

2026-08-24

Como Citar

Rebaldería, N., Madroñero-Miguel, B., Montes-Montes, R., Delgado-Lobete, L., & Matesanz-García, B. (2026). Participação de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista no domicílio, na escola e na comunidade. Cadernos Brasileiros De Terapia Ocupacional, 34, e4333. https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto438443333

Edição

Seção

Artigo Original